
"O Zé Leonel, o Tim e o Kalú encostaram-me à parede: ou aprendes a tocar guitarra ou vais para a rua. O que isso me bateu... eu fui para casa a chorar. Eu, que tinha feito aquilo tudo! E passado um ano já me estavam a pôr na rua." (pág. 68)
Muito já se disse e escreveu sobre a vida dos Xutos e Pontapés, a banda que noutra vida se chamou “Beijinhos e Parabéns”. Sabe-se que começaram numa sexta-feira 13… o célebre concerto de 13 de Janeiro de 1979. Porém, poucos saberão que no início dos Xutos, Zé Pedro tocava apenas alguns acordes.
“Eu fui crítico de música, e desde os treze, catorze anos que me dediquei a ouvir discos e a seguir a carreira de grupos. E as bandas da altura, como os Génesis eram bandas muito grandes e eu achava incapaz de chegar lá. E daí eu nunca me ter dedicado a aprender nenhum instrumento. Nunca pensei em ser músico. E uma coisa boa que veio do movimento punk foi o chavão: faça você mesmo.” (Zé Pedro)
Autodidacta, Zé Pedro tornou-se uma peça imprescindível no puzzle do rock português. Anos mais tarde, quando Zé Pedro foi internado, em pré-coma hepático, Tim viria a dizer:
"Sem o Zé, os Xutos acabam. Os Xutos sem o Zé Pedro não existem. Se for preciso paramos meio ano (...) um ano inteiro, o tempo que ele precisar... e quando recomeçarmos tenho a certeza de que teremos fãs à nossa espera." (pág. 165)
Em “Não sou o único”, Helena Reis mostra uma outra perspectiva da carreira dos Xutos e da queda de Zé Pedro. O olhar de quem viveu de perto o sucesso e o abismo em que foi mergulhando o guitarrista.
"Detesto a pessoa em que me tornei... Estou triste comigo, estou perdido e descontrolado, estou vazio." (pág. 155)
Em jeito de opinião, vale a pena ler as páginas que Leny dedica à “Zona Limite”: os dias que Zé Pedro passou no hospital entre a vida e a morte.
"Por trás da cortina, no meio da teia de tubos e líquidos de várias cores, vi os olhos verde-cinza do meu irmão, tão mortiços quanto distantes. O meu irmão lutava mas sem forças. (...) Não era natural que ele aguentasse as 24 horas seguintes." (págs. 161 e 162)
Mas há muito mais par ler… 223 páginas que relembram ainda o mítico Johnny Guitar… as paixões… uma vida sem excessos.
“Perguntaram-se uma vez, se ele era um bom ou mau exemplo. Ele às vezes é um bom exemplo e outras vezes é um mau exemplo. Ele é no entanto uma pessoa que nos leva para a frente” (Helena Reis)
"Não sou nada saudosista em relação à vida que vivi. Agora tenho uma vida nova para viver... e é isso que eu quero fazer: aproveitar os ensinamentos do passado e ter um bom futuro."
Muito já se disse e escreveu sobre a vida dos Xutos e Pontapés, a banda que noutra vida se chamou “Beijinhos e Parabéns”. Sabe-se que começaram numa sexta-feira 13… o célebre concerto de 13 de Janeiro de 1979. Porém, poucos saberão que no início dos Xutos, Zé Pedro tocava apenas alguns acordes.
“Eu fui crítico de música, e desde os treze, catorze anos que me dediquei a ouvir discos e a seguir a carreira de grupos. E as bandas da altura, como os Génesis eram bandas muito grandes e eu achava incapaz de chegar lá. E daí eu nunca me ter dedicado a aprender nenhum instrumento. Nunca pensei em ser músico. E uma coisa boa que veio do movimento punk foi o chavão: faça você mesmo.” (Zé Pedro)
Autodidacta, Zé Pedro tornou-se uma peça imprescindível no puzzle do rock português. Anos mais tarde, quando Zé Pedro foi internado, em pré-coma hepático, Tim viria a dizer:
"Sem o Zé, os Xutos acabam. Os Xutos sem o Zé Pedro não existem. Se for preciso paramos meio ano (...) um ano inteiro, o tempo que ele precisar... e quando recomeçarmos tenho a certeza de que teremos fãs à nossa espera." (pág. 165)
Em “Não sou o único”, Helena Reis mostra uma outra perspectiva da carreira dos Xutos e da queda de Zé Pedro. O olhar de quem viveu de perto o sucesso e o abismo em que foi mergulhando o guitarrista.
"Detesto a pessoa em que me tornei... Estou triste comigo, estou perdido e descontrolado, estou vazio." (pág. 155)
Em jeito de opinião, vale a pena ler as páginas que Leny dedica à “Zona Limite”: os dias que Zé Pedro passou no hospital entre a vida e a morte.
"Por trás da cortina, no meio da teia de tubos e líquidos de várias cores, vi os olhos verde-cinza do meu irmão, tão mortiços quanto distantes. O meu irmão lutava mas sem forças. (...) Não era natural que ele aguentasse as 24 horas seguintes." (págs. 161 e 162)
Mas há muito mais par ler… 223 páginas que relembram ainda o mítico Johnny Guitar… as paixões… uma vida sem excessos.
“Perguntaram-se uma vez, se ele era um bom ou mau exemplo. Ele às vezes é um bom exemplo e outras vezes é um mau exemplo. Ele é no entanto uma pessoa que nos leva para a frente” (Helena Reis)
"Não sou nada saudosista em relação à vida que vivi. Agora tenho uma vida nova para viver... e é isso que eu quero fazer: aproveitar os ensinamentos do passado e ter um bom futuro."

